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Sêneca

Biografia

Conhecido como Sêneca, o Filósofo, Sêneca foi um dos mais importantes escritores e intelectuais do Império Romano. Nascido em Córdoba (Espanha). Sua família era tida como ilustre, era filho de Hélvia, sua mãe e de Marco Aneu Sêneca (sêneca, o Velho), seu pai

Vida & Obras

Aos 3 anos de idade, foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia. Foi onde estudou direito e se destacou como político, sendo preceptor do futuro imperador Nero.

Sêneca destacou-se como um dos homens mais importantes do império romano, chegando a ocupar o cargo de administrador do império. Um dos pontos mais interessantes sobre toda sua obra, é sua relação direta e precisa com o estoicismo. Sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia européia renascentista.

Seus trabalhos exemplificam a maneira de escrever retórica, declamatória, com frases curtas, conclusões epigramáticas e emprego de metáforas. Sua ironia estava presente como forte arma, e ele a usava como um mestre. Em suas tragédias, a ironia era amplamente utilizada.

Entre suas obras destacavam-se: Espistolae Morales ad Lucilium, Naturales Quoestiones, ambas escritas para seu amigo Lucilus, o Moço; Dialogi, De Clementia, De Beneficiis, Apocolocyntosis. Como inspiração para a criação da tragédia na dramaturgia, influenciou o ocidente com suas obras: Hércules Furens, Medea, Troades, Phaedra, Agamenon, Phoenissae etc.

Suas obras foram tão importantes, que os primeiros padres e teólogos da igreja católica as utilizavam como base para seus escritos, pois possuía um pensamento sincero e corajoso, bem como uma ótima projeção política. Com tudo isso, se tornou o mais importante pensador ocidental do início da Era Cristã.

Sua Filosofia

Sêneca tinha um estilo de vida baseado na ética, na física e na lógica. Tais características eram dadas como a forma correta de se viver. Ele vivenciava o estoicismo como uma virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma. Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana.

Tinha uma vida muito simples, apesar de ter posses. Acreditava que apesar de ser rico, deveria vier modestamente. Ele bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Procurava aplicar a sua filosofia à prática.

Dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar da riqueza.

Sêneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei que deve ser vivida". Os afetos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados.

Acreditava que os bens materiais poderiam ser adquiridos, à condição de não nos tornarmos dependentes deles. Para ele, o destino era uma realidade e que o homem deveria aceitá-lo ou rejeitá-lo. Aquele que aceitava o destino de livre vontade, iria gozar de liberdade, entendo que a morte era algo natural.

Sêneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Sêneca.

Na Educação

Sêneca acreditava que a educação do homem, romano era a chave para resolver os problemas e males de uma vida que não era seguida da forma correta, tal como uma vida dependente de bens materiais, apegada ao poder, ao invés das virtudes filosóficas e culturais. Procurava atingir "A formação do homem sábio virtuoso". Para isso, utilizando-se de instrumentos pedagógicos, embasados na filosofia estóica, Sêneca buscava possibilitar o processo educativo.

Ele procurava colocar a filosofia em prática, que requisitava do indivíduo um certo modo de conduta vida.

Sêneca considerava a filosofia como algo que predispõe o homem a praticar a virtude, motivo de recomendá-la como meio de alcançar a felicidade. Com essa característica, a filosofia, ganhou um estatuto ímpar: é ela quem, pedagogicamente, dirige o homem pelos caminhos da prudência e da sabedoria.

Sêneca compreendia que a filosofia deveria ser vivida, uma vez que concebia a vida como espaço do bem e do mal, motivo pelo qual o filósofo recomendava a prática filosófica.

Sêneca soube compreender as contradições de seu tempo e, por isso, elaborou uma filosofia que se ajustasse às suas necessidades: priorizou uma formação moral propondo novos valores, a exemplo da meditação filosófica e do ócio. Estes eram considerados os meios para atingir uma vida feliz, que, no seu entendimento, só era garantida quando os jovens cultivassem as virtudes, os únicos bens considerados eternos.


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