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Crítica à comunidade .NET

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"Às vezes, um charuto é apenas um charuto."

Não almejamos mais seguidores no Twitter, leitores para o blog ou amigos no Facebook. Somos, assumidamente (e com discreto orgulho), pessoas pouco sociáveis. Sim, esta crítica é, nesse caso, apenas uma crítica.

@leandronet e @mantov

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Crítica à comunidade .NET

E já se vão mais de 12 anos que a plataforma “dotnet” (.NET) foi exposta aos desenvolvedores e mais de 30 anos do começo da difusão da tecnologia de informação pelo Brasil. Mesmo com notório progresso, este texto não vai ter como fim elogios aos responsáveis. As pessoas boas e suas grandes ações estão aí, são reconhecidas, devem ser imitadas e seguidas. Mesmo a escolha do enredo sendo para soar alto a ouvidos quase moucos, ele se dirige muito mais a nós mesmos do que a qualquer outro, até mesmo porque os que deveriam se sentir atingidos não serão, seja pela índole característica, seja pelo seu débil auto-discernimento.

Seria extremamente pretensioso especular a respeito do que inspira novos aprendizes de tecnologia, então é mais sensato pautar a dialética no que motivou a nossa geração. Nossa paixão sempre foi clara: dinheiro e mulheres. Mas não buscamos a área de tecnologia para quaisquer destes fins, até mesmo porque a profissão não era tão promissora, ou ao menos nossa imaginação não chegou nem próximo desta farta realidade, seja tecnológica, de acesso à informação, financeira etc. Não dava para reclamar, mas monetariamente havia opções significativamente melhores.

Buscávamos nesta incursão ao novo mundo digital o conhecimento de tudo e acima de tudo! A partir do momento que o descobrimos e conseguimos interação de alguma forma, o desejo era o domínio essencial das coisas: do bit, do pixel, do menor fonema, da menor frequência. Não queríamos reinventar a roda, mas ter em mente o que seu criador possuía para reescrever paradigmas. Para chegar aos ombros de gigantes, impreterivelmente teríamos que passar por seus calcanhares e era isso que fazíamos, com muita experimentação, muita pesquisa, muita leitura, muito entusiasmo.

Adorávamos um atalho, mas o proveito só ocorria após trilhar vários e vários caminhos. Pelo conhecimento, pelo próprio ego. Quem é dessa geração sabe o prazer incomensurável de resolver um bug “no peito e na raça”. Hoje isto não é mais necessário na maioria das situações, pois há documentação vasta e profunda sem que necessite muita busca para inúmeras situações. Este é o atalho. É muito bom sabê-lo, porém, quando a procura da solução mais rápida se apoia na lei do menor esforço, os piores profissionais da nossa área encontram morada eterna.

Quantas vezes encontramos perguntas boçais, mal formuladas em um português sofrível, com a nítida ausência de releitura da frase pelo autor, sobre assuntos que o “Estou com sorte” do Google resolveria? E, ao contrário do que muitos apregoam, não é mais fácil que simplesmente pesquisar. A preguiça não reside aí. Ela habita na falta de iniciativa, na ausência da vontade onipotente de saber. Acima dos problemas, das pressões que recebemos de mil hierarquias as quais estamos subordinados, do mercado, de qualquer necessidade, devemos nos submeter a procedimentos, rotinas e processos para que a ciência de solucionar não passe por uma arte intuitiva ou mendicância intelectual. É esse tipo de atitude que alguém quer se pautar como profissional? Pessoas que não conseguem sustento próprio, seja por qual motivo for, tornando a desistência de tentar o seu único meio de sobrevivência?

Se a perniciosidade desta atitude é tão notória, por que este tipo de profissional permanece ativo e ademais, se prolifera tão exponencialmente? Porque funciona. Entre em um fórum de arquitetura, por exemplo, você encontrará perguntas e respostas sobre Windows, banco de dados, do mais básico ao mais avançado. Perverte-se a essência e a boa ideia em prol de quórum. Simplesmente quórum. E entre milhares de membros, quase não há participantes, até mesmo por estarem aquém em termos de conhecimento e os que estariam aptos a responder, desanimam de se misturar a esta orgia de ignóbeis. Há um ditado bem sábio que diz: “Nunca discuta com um idiota! Ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência”. O lugar onde a discussão não é bem fomentada vira arena.

Seguir a doutrina de aumentar mercado em detrimento da qualidade do produto se mostrou tão eficaz quanto autodepreciativa. É uma obra de curta duração, cujos subprodutos são falsos messias. O ego tem uma função motivadora espetacular, mas é primordial confrontá-lo consigo mesmo e não com as outras pessoas. Quando a competição passa do âmbito interno pra o externo, você para de melhorar onde precisa e começa melhorar onde aparece. Não é a melhor filosofia para se buscar sabedoria, mas é uma forma perfeita para os dependentes químicos de afago e adulação. E a ansiedade por aprovação, essa paúra de não levantarem a placa de aplausos, são combatidas em extremismos, hostilidade com divergência de opiniões etc. E esta quase libertinagem tem um soldo efêmero: reconhecimento de mentes tão privadas de informação, em um número que não lotaria uma reunião de condomínio.

Outra prostituição derivada deste comportamento são os criadores de polêmicas de proveta. Em algum momento pessoas usam seus contrapesos da genialidade para fazerem caricaturas do profeta Maomé, chutar imagens sacras em cadeia nacional, ou redigirem textos radicais onde reinam arrogância, destempero e falta de parcimônia. Tudo com o mesmo objetivo: chamar atenção pela controvérsia, muito mais que pelo conteúdo, pela solução. O mais lastimável é que geralmente estas são muito talentosas e cujo conhecimento muitas vezes beira o abissal. Todavia a falta de moderação, de maturidade (e não estamos falando de jovens) e bom senso desacreditam e poluem todo esforço dedicado ao conhecimento e às comunidades. Líderes deste tipo de comunidade precisam infinitamente mais de credibilidade que profundidade técnica. E bradando devaneios e crises narcisistas não é um bom caminho para angariar bons séquitos. Parece que estas pessoas buscam - perdão o clichê - a denominação de melhor dos piores, para não correr o risco de ser o pior dos melhores. Melhorar o título é melhor que evoluir seu status quo?

E como se não fosse bastante a própria degradação, isto se estende até aviltar a própria semântica. O que é legado, já se tornou velho ou carente de alguma sigla qualquer, TDD, MVC etc. Nuvem já é sinônimo de Internet. Nem a bala de prata mata mais apenas lobisomens, mas virou remédio de todos os males, o que o resto do mundo conhecia como Panaceia. Esta perversão de termos é vergonhosa para nós que nos consideramos estudiosos. Demonstra ignorância profunda e desrespeito com as demais áreas. Não é bonito passar por estúpido com ninguém, então é valoroso pensar um pouco mais e ser mais humilde quando estivermos perante termos que não estão rendidos ao nosso entendimento e experiência. E se temos conhecimento precisamos de postura coerente para difundi-lo. Por exemplo, não se defende uma metodologia ágil sendo rígido e altivo na argumentação, conceitos tão característicos ao comando e controle e tão opostos ao espírito cooperativo que faz até o seu nome. É como dizer “Todos devem ser livres, mesmo que não queiram”. Soa bem, mas não faz sentido.

Em outros momentos chegamos a perceber ingenuidade destas mesmas pessoas. Provavelmente já leram tantas e tantas frases de efeito e almejaram ver seus nomes associados a elas e ignoram que a força dessas palavras advém dos grandes homens e da herança de seu trabalho e não do amontoado de letras que as compõe. Cada vez que há uma tentativa vil de criar expressões demagógicas, somente soam como um epitáfio cômico da sua dignidade. Muitas e muitas vezes atacando ferozmente antigas metodologias ou tecnologias que fazem parte da pedra fundamental da nossa profissão hoje e das atuais metodologias e tecnologias. Tudo que existiu e persistiu teve seu propósito e muito provavelmente foi um passo que impreterivelmente daríamos para evoluir. É como o Homo Sapiens criticar o Homo Habilis. Qual é o ponto? Ver que um degrau está acima do outro por isto um é melhor que o outro? O último passo que alguém usa para chegar onde está não é melhor que seu primeiro, é apenas complementar. Agir como se as doutrinas que defendem fossem as que vieram para presenciar o fim dos dias, é inocência que beira a estupidez. Este fundamentalismo tecnológico é nocivo a discussão e a evolução muito mais que a falta de conhecimento, pois esta tem cura apenas no esforço. Só porque não estamos vendo as lacunas grosseiras do que aceitamos hoje como nosso pattern de trabalho, não quer dizer que elas não existam. Existem e um dia cada um que defendeu fervorosamente vai negá-la... e bem mais que 3 vezes.

Ainda há a infame Síndrome de Gandhi. Mahatma Gandhi, um ser humano notabilíssimo e indiscutivelmente alguém que mudou e muito a humanidade para melhor, cuja parte da história reza que buscou uma formação acadêmica mais alta para ultrapassar os limites que a sua casta lhe impunha e assim ser ouvido. Assim que alcançou este nível, abdicou de todos os títulos para se colocar igual a todos. Espetacular! A opção dele foi completamente adequada ao contexto e aos seus anseios, merecendo inquestionavelmente o nosso respeito e admiração. Agora, certos profissionais da nossa área, seguem parcialmente este modelo, idealizando um mundo onde quem exibe (que virou o “ostenta” dos nossos tempos) é ridicularizado. Se você tem um título, você mereceu tê-lo, batalhou de uma forma ou de outra para ter em mãos. Que isso agigante a sua assinatura de e-mail, seus cartões pessoais, seu currículo, não importa. É uma conquista pessoal que deve ter mérito para ele e este deve usar da forma que convier. A conquista alheia virou demérito? Ou cada um pode conquistar o que quiser desde que não exponha isso aos “menos afortunados”? Se você quiser esconder um ou vários títulos é algo que cada um tem o direito, mas não torna pior ou melhor, mais ou menos correto que rigorosamente ninguém. A afetação com quem exibe o que é, diz mais negativamente sobre quem se afeta do que quem se expõe, seja aquele com mais títulos ou não. Será que temos que pedir perdão pelas nossas conquistas?

Coroando a última resma deste currículo escatológico, está o mais mesquinho e mais provido da pior peçonha: Os sultões do conhecimento. Estes senhores, geralmente com uma retaguarda economicamente robusta, infiltram-se nas comunidades com fins financeiros exclusivos, vendendo seus produtos acima das soluções, criando distorções e conjunções de metodologias antagônicas com uma semiótica a la Schopenhauer, vendendo o gelo a 1500ºC como a mais refrescante inovação. Todos queremos ganhar dinheiro. Não há mal algum nisto – além do que já é inerente ao próprio capitalismo. Mas uma coisa é você vender uma Bic como se fosse uma Mont Blanc, outra é você vender balinhas Tic-tac como cura do câncer! O fim colaborativo morre quando estes deficientes de caráter conseguem se tornar formadores de opinião, atrasando a carreira de centenas, milhares de profissionais que baseiam seus estudos em premissas deformadas. Uma hora ou outra a verdade vem à tona, mas o tempo perdido e as soluções podres podem, além de tudo, prejudicar vários clientes que confiam nas nossas decisões e no nosso trabalho.

Estes problemas acontecem em todas as comunidades de tecnologia, abrangendo todas as plataformas, todas as linguagens e todas as metodologias. Não é um problema exclusivo da plataforma .NET, todavia é frustrante ver que há pouca inovação na mente de quem compõe as comunidades MS. O tempo que deveria ser a fogueira das vaidades para os técnicos, somente provou que maturidade quando não acontece com muita evolução torna-se desgaste. É parcialmente triste ver novas comunidades com 5 anos ou menos que demonstram mais união, participação e empenho. Passa a sensação de que se as pessoas da geração anterior estivessem começando hoje, não estariam tão instigadas a buscar conhecimento em soluções MS, justamente por enxergar nas suas comunidades menos características motivadoras, seja pela experimentação, pela profundidade ou pela curiosidade inteligente tão mais presente. Não que a empresa não ofereça isto, mas pelo brio enfraquecido de seus participantes.

A MS pode ser vista como uma mãe castradora, que nos limita muito a pensar e agir nos preceitos e orientação dela. Superprotetora e controladora, com a melhor das intenções, não nos deixa caminhar com as nossas pernas, mimando-nos ao máximo. É inegável que isto nos trás facilidades. É muito mais rápido e fácil você avançar em conhecimento com os produtos MS. Tudo tem mil referências, bibliografias e ferramentas voltadas mais para o mouse que para o teclado, mais para a IDE que para o console. A MS nos mima e gostamos disso. Para esta união ser perfeita é preciso ter rebeldia nas veias. E ela até nos encoraja a isso nas entrelinhas, pois ela quer crescer também e depende muito de nós para isso. Sem rebeldia, a IDE do .NET torna-se o lar dos acomodados, um bando de programadores de Wizards e consumidores ávidos de receitas de bolo a la MSDN. É inegável a atrofia de nossas habilidades de soluções “mouseless” e qualquer alternativa de console normalmente é preterida a uma “drag and drop”.

Já comunidade open source pode ser vista como uma mãe moderníssima, dessas que permite que você use drogas na sala e faça orgias no seu quarto. Ela te dá sustento e prega a doutrina que a sua vida é você quem faz com as suas escolhas e fornece apoio para qualquer caminho que você tome. Quando você cai, muitas vezes depende de ajuda de estranhos, mas pode cair onde quiser. Liberdade. Você não tem que pensar fora da caixa, você ESTÁ fora da caixa. Agora, por ela te prover tantas alternativas, muitas vezes você fica fadado a não escolher a mais adequada e conviver com uma amarga herança. Muita coisa é resolvida por experiência própria já que não há muitas vezes uma recomendação maior, mas 3 ou 4. Para resolver isso é muito simples. Discussões e mais discussões; estudos e mais estudos. Todo este fardo, entretanto, dá ao profissional uma mente inexoravelmente mais propensa a evitar paliativos e aplicar de fato soluções, pois esta postura faz parte da sua formação. Por enfrentarem problemas com um desamparo maior, a necessidade o faz desbravador nato e assim pode experimentar o que há de melhor e pior e, consequentemente, aprender acima do simples “funcionou”.

Não é só isto que restou para quem abraçou .NET como plataforma. Entretanto, o desserviço prestado por estes pseudo-líderes, por estes profissionais pouco ambiciosos intelectualmente, pela comunidade movida mais pelo dinheiro e pelo ego de alguns que para o crescimento dela mesma, é gigantesco e inegável. Enquanto nossos pares de tecnologia não adotarem a meritocracia como filosofia e métrica profissional ao invés de buscar enaltecimento por maioria de votos, estamos em franca e obscena decadência. Busque o conhecimento antes do reconhecimento! Colabore! Contribua! Dê a sua opinião, não esperando que ela seja a definitiva, mas que você aprenda um pouco mais com cada negativa! Pare de olhar debates e tome partido! Se você não sabe pergunte! Se alguém expõe falta de conhecimento, ensine somente o que você sabe! Se não quiser responder, escolha calar-se ao invés de hostilizar! Não desabafe, incremente! Busque! Experimente! Entenda o que há por baixo das tecnologias! O próprio conceito de comunidade reza que são pessoas com o mesmo interesse ou ideias comuns. Coopere pelo mesmo motivo que te faz não jogar lixo no chão! Não aja por ser filantropo, aja por ter amor próprio! Este é o bom egoísmo o qual devemos ostensivamente cultivar!

Esse texto me é incômodo em muitos aspectos. É inconveniente. E a maior parte dele não se limita à Microsoft.

Mas vocês tem razão em vários aspectos. E me fizeram pensar. Mas apesar de discordar com diversos outros pontos levantados, não acho que uma discussão aqui vá ser produtiva.

sei que não é pra ouvir isso q vcs escreveram o texto, mas ficou muito bom... parabéns

Impressionante, para dizer o mínimo. Concordo com muitos pontos.

Penso que relações humanas são, SEMPRE, relações de poder. Infelizmente, isso aflora o melhor e o pior das pessoas. Pessoalmente, tenho tentado contribuir e discutir por motivos que, honestamente, nem sei ao certo quais são. Veja: não sei que tipo de poder estou buscando (pelo menos, não conscientemente).

Quanto a titulação, não menciono por entender que não agrega a discussão. Mas, o texto me fez repensar.

Enfim...

Ainda preciso digerir tudo isso .. Voltaremos

Para ler e pensar..

A última frase devia ser lida, lida e novamente lida!! Principalmente pelos que atuam em comunidade.

é .. também vou reler com calma...

Atuar em comunidade é um desafio que se aprende com contribuições como as do texto. Algo pra ser relido e divulgado. Abcs.

Também concordo em muitas coisas desse texto.

Lembro de alguns anos atrás quando era inexperiente demais e buscava locais onde poderia adquirir conhecimento,
fazer amigos e também poder contribuir em algo.

Com o tempo algumas pessoas se mostravam tais "messias", detentores de grandiosas falácias e acabavam por ganhar minha admiração talvez pela inocência, idade e experiência, mas independente de qual o fator isso realmente acontece e ganham admiração.

Felizmente com o tempo amadureceremos, pelo menos espero que isso aconteça com todos nós, e coisas como minha graduação, participação de eventos e até mesmo pessoas que conheci na comunidade e se tornaram meus grandes amigos, me mostraram como tais pessoas vivem apenas de "gogó".

Hoje, pelo amadurecimento e experiência que venho adquirindo com o passar dos anos, acabo ignorando pessoas como essas, sei que muito do que fazem é em prol de Marketing e mostrar como podem mais fazer negócios do que agregarem valor para outras pessoas.

E realmente eu acho a comunidade Open muito mais criativa e inventiva, eu sempre digo que se for por paixão à pesquisa e estudo que vá se divertir com ferramentas Open, algo que pode ser feito nas horas vagas como uma espécie de hobby.

Esse meu comentário é apenas um desabafo de coisas que vi ao longo destes últimos 4 anos participando de comunidades e afins.

É, serei mais um dos que irão reler e digerir isso com calma, mas muito bom ler tudo isso posto dessa maneira.

:)

Concordo com o Juan que a maior parte da crítica não fica restrita à Microsoft.
IMHO a questão é muito maior e o texto fez uma mistura confusa e mal direcionada sobre comportamento e mercado.
Vale a reflexão

Pelo menos foi um mimimi bem escrito seu texto :D, e concordo em muitas partes.

Não escrevo tão bem, mas já "vomitei" algumas coisas, nem tento comparar com o que criou aqui, mas vou deixar os links caso tenha curiosidade de ler.

http://www.marcioalthmann.net/2010/03/comunidade-read-only/
http://www.marcioalthmann.net/2011/06/a-tal-comunidade/

Vou ler depois, com mais calma, mas depois de pensar muito cheguei a conclusão que, discutir comunidade .net não vale, pelo fato que ela não existe, pelo menos não do jeito que é "vendida". Mas posso estar errado, isso seria bom x)

Abraços

Fantástico! É isso mesmo! O último parágrafo deveria ser usado em e-mails de boas vindas de todas as comunidades.
Parem de pedir permissão para perguntar, responder, e escrevam!
Parem de se sentirem menores que os mais ativos e participem!
Parem de responder a e-mails babacas, ignorem!

Acho que deveriamos levar esta carta aberta, para um Open Space no DNAD, será o local perfeito para tentarmos tornar (pelo menos uma das) nossa comunidade .NET menos perniciosa.

Se chama OPEN por um motivo, né? Boa sorte!

Brandão, Emmanuel G.
@egomesbrandao
egomesbrandao.net

Em 16/05/2012, às 14:27, sidneylimafilhoreply@reply.github.com escreveu:

Acho que deveriamos levar esta carta aberta, para um Open Space no DNAD, será o local perfeito para tentarmos tornar (pelo menos uma das) nossa comunidade .NET menos perniciosa.


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Outro dia, alguém chamou atenção, no void, de que havia muita discussão e pouco projeto bacana. Muita discussão e pouco código.

Pois bem, outro dia comecei um projeto para tratar de métricas. Tentei fazer algo interessante. Tentei documentar quase tudo no blog. Chamei pessoas para participar do projeto. E ... nada. Ou melhor, bem pouca coisa.

Além disso, muitos projetos interessantes estão no Github. EU estou aprendendo muito olhando o fonte desses programas. Daqui a pouco, vou tentar enviar algumas sugestões, se achar que consigo algo.

São pensamentos soltos. Vagos, na verdade. Mas foram despertados por esse texto. Tomei a liberdade de pensar em voz alta.

...

Voltaremos.

@ldaniel velho, tomara que seu código não seja igual aos seus textos.

Achei sensacional o texto. Pouco convivi com o .NET e com a comunidade em si.
E esse texto não deve se restringir a apenas a tecnologia .NET ou comunidades Open Source e sim para o engrandecer o ser humano à tomar vergonha na cara.

Eu acho que vocês tem razão em quase todo o texto. Comunidade virou negócio, virou dinheiro pra muita gente e isso não é legal.
Já vi diversas vezes artigos, posts, podcasts, etc de líderes sendo ridicularizados por falharem tecnicamente.
Outro comportamento muito ruim é quando um possível "guru", que deveriam ser independente, puxa o saco da Microsoft pra qualquer coisa que ela fala. Em vez de não falar nada do produto ruim, fica exaltando o negócio ruim. Dá vergonha...
Acho que cabe uma autocritica a cada um que ler o texto. Para existir um verdadeiros líder, ele tem que ser isento. E para poder inovar, não pode depender só do que a Microsoft fala, tem que ter o horizonte mais amplo. Se doer em quem ler o texto, é porque a carapuça serviu...
O resultado todo, na verdade, é também reflexo de uma comunidade despreparada. Despreparada para gritar truco quando alguém fala algo que não faz sentido. Se temos líderes ruins, é porque temos uma comunidade ignorante. Como discordar disso? O problema é da profissão como um todo, as comunidades só o refletem.

Algumas considerações que considero importantes:

  • Comunidades são, em muitos aspectos, como empresas. Têm necessidade de alguma liderança e direcionamento (por isso, líderes).
  • As comunidades sempre são um espelho de seus líderes. Assim como as equipes em empresas sempre são um reflexo de seus gestores.
  • Em qualquer grupo, 1% produz, 9% comenta e expande, 90% apenas consome;
  • O aumento da quantidade de "produtores" está diretamente relacionada com o tamanho da comunidade. Sem mais membros, sem mais produtores.
  • Líderes de comunidades precisam pensar sua "sucessão". Sucessores não aparecem, normalmente, sem alguma ação;
  • Comunidades tem ciclos de vida, assim como produtos, empresas, eventos.. É natural que enfraqueçam com o tempo. Além disso, isto é bom!
  • Todo mundo tem um "motivo" particular para participar. Eu, por exemplo, não sou consultor nem ganho dinheiro com comunidade. Mas, não condeno quem faça isso.
  • Para mim, excesso de ênfase em titulação revela necessidade de afirmação. Entretanto, concordo que devemos ter orgulho de nossas conquistas desde que tenhamos parcimônia.
  • Feedback positivo é algo ausente na cultura ocidental. Não estamos acostumados com isso;
  • Eu passei a participar de comunidades há menos de 2 anos. Vejo muita gente nova e boa surgindo. Logo, acho que há sim renovação;

Era isso.

Esta "nova leva" de integrantes de comunidade refletem padrões de comportamento compatíveis com a geração que estamos vendo surgir.

Meu filho, por exemplo, se habituou a jogar videogame e ver "soluções" para os desafios dos jogos no Youtube. Tem 12 anos. Outro dia, me pediu para ajudar ele a criar uma conta no Youtube para postar soluções também.

Os que estão vindo são mais ágeis, aprendem mais rápido e descartam mais rápido do que nós.

Prevejo que em pouco tempo, no lugar de termos currículos com as empresas onde as pessoas trabalharam, teremos projetos. E isso, ao meu ver, é natural e inevitável.

O problema é que esse "povo" reproduz muito rápido aquilo que damos para ela. Passamos (Microsoft e influenciadores), criando a cultura do "veja como é fácil", do "arrastar-e-soltar", dos exemplos "hello world" (totalmente inúteis em cenários reais).

Quando apresentamos Entity Framework/LINQ/Async/Garbage Collector, falamos (a maioria): "Não temos mais que nos preocupar em como o sistema faz essas coisas". Fazemos muito confete e tiramos foco do que é importante.

Repetimos, como vitrolas, que não devemos por a lógica do negócio na interface. Entretanto, todos os nossos exemplos (quase todos), tem lógica em algum "Button1_Click".

Enaltecemos o VS, que é realmente fantástico, como uma ferramenta para "brain less".

Falamos das maravilhas do Xaml, mas esquecemos de mencionar o fato de que é necessário um bom design de ux .. ou, criamos monstrengos.

Falamos em agilidade, em espírito de cooperação. Entretanto, esquecemos de falar sobre os fundamentos. Vejo muita gente falando sobre Scrum/XP/Kanban. Pouca gente falando sobre o manifesto ágil.

Falamos sobre a carência de posts dos que estão chegando. Entretanto, o blog da maioria é bem pouco atualizado. Sem contar que temos bem pouco engajamento em projetos FOSS.

Somos uma comunidade, não poderíamos ser diferentes. Mas… enfim..

:D

carro ai @rlaranjo teu carro, parabéns.

@rlaranjo uma coisa que eu aprendi trabalhando com consultoria eh que a melhor coisa que voce faz pro seu cliente nao eh entregar o que ele pede, mas o que ele precisa.

não é por nada não, mas vcs notaram no sorriso maroto e cara de satisfação do tiozão da foto acima??
pode não ser uma ferrari, mas pelo q tou vendo na foto, tá atendendo e muito bem à ele...

sorriso maroto e cara de satisfação do tiozão da foto acima

Isso é sobre o @pedroreys? :P

Isso é sobre o @pedroreys? :P

ahahahahahahhahah...

Po, @juanplopes, tiozão é foda :)

eu acho q todo desenvolvedor gostaria de trabalhar em um ambiente legal, podendo seguir padrões e todas as outras coisas da moda...
mas infelizmente não dá!
como eu ainda não sei muita coisa, resolvi estudar (aliás, ainda estou estudando...) sobre patterns e testes e tudo o mais...
queria fazer a coisa certa da maneira certa...
até conhecer um cara, que programa em php, sem ser orientado à objeto, da maneira mais particular possível, seguindo padrões que ele mesmo criou, entregando lojas virtuais e tudo o mais...
sem testes, sem patterns da moda, sem nada!!!
e ganhando um bom dinheiro...
e com clientes felizes!!!
e eu ainda estudando pra desenvolver produtos usando as melhores práticas de programação e sem ganhar nenhum tostão...

foi aí que eu parei pra pensar: onde é que eu tou errando???
vale mesmo a pena ser tão radical assim com padrões e métricas, sendo que o cliente sequer sabe que isso existe???
isso importa mesmo para o cliente???

analisando cenários e cenários, só posso dizer que... não sei... sinceramente, ainda não sei...

@andreloty segundo o seu raciocínio então eu poderia escrever assim:

"Tenho um amigo que ganha muita grana traficando drogas e assaltando bancos, o chato que ele não segue a lei, mas eu aqui sem nenhum tostão, será que vale a pena seguir a lei?"

as vezes, também falta um pouco de interpretação de texto, bom censo e coerência à comunidade...
mas, tudo bem... vamos lá...
desenvolvedor de software é uma profissão, amparada por lei, certo?
traficante de drogas é uma profissão? assaltante de bancos também uma profissão? tem respaldo legal?? eu acho que não, mas se for, então é justa a comparação...
php é uma linguagem de programação (por mais que alguns a considerem uma droga), certo?? programar em php é algo lícito, permitido, certo?
vender drogas é algo lícito? assaltar um banco é lícito??? essas coisas são permitidas?? eu acho que não, mas novamente, se for, então é justa a comparação...

estamos falando aqui de coisas regulamentadas por lei... ninguém vai dizer que é contra lei programar em php, por pior que php seja (novamente, não estou dizendo que php é ruim)...

por favor, fazer esse tipo de comparação é querer desmerecer de uma opinião, expressa de acordo com a experiência de uma pessoa, de uma forma totalmente infundada...

@rlaranjo
Apesar do seu raciocínio confuso, eu não estava defendendo a crença cega em seja lá o que for, apenas confrontei um raciocínio falacioso. Ninguém falou em religião.
Se analogamente voce defende que o médico pode operar alguém sem lavar as mãos ou sequer aplicar anestesia porque é mais barato, isso se chama charlatanismo.

apenas confrontei um raciocínio falacioso

falacioso??? pq??? não entendi...
onde foi que eu afirmei qualquer coisa??? onde foi q eu disse q estava certo e alguém errado???

@andreloty
Eu não falei que programar em PHP é errado, voce que está associando que se o sujeito programa em PHP ele programa de forma eticamente errada como voces estão defendendo. Fazer testes, aplicar boas práticas, código limpo e coeso, entre outros fatores voce pode fazer com PHP, não é a linguagem que não tem isso, leia novamente o que voce escreveu.
Agora voce misturou e demonstrou um raciocínio desconexo, além de falacioso.

@andreloty
Falácia não é dizer que alguém está certo ou errado, foi o seu raciocínio, existem várias estratégias de falácias, vou dar um exemplo:

Voce me acusou de não ter bom senso e não saber interpretar texto como um ataque a minha pessoa no famoso http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem
Se eu fosse também usar falácia faria outro ataque colocando sob suspeita o seu domínio da lingua portuguesa por não saber escrever senso [e não censo que tem outro significado].

@rlaranjo
Pense também: medicina sempre funcionou [há documentos que comprovam cirurgias no período do império romano] antes de inventarem esse monte de modinhas como lavarem as mãos

Software sempre funcionou antes de inventarem esse monte de modinhas

@rlaranjo Na verdade software sempre falhou, e muito. O que você chama de "modinhas" são justamente tentativas de diminuir essa quantidade de falhas. Tem pessoas que exageram? Tem, principalmente em lista de discussão. É cheio de astronauta procurando problema pra aplicar padrão. Mas, isso não faz com que usar padrões seja, necessariamente, ruim. Não é. Pra ficar mais claro o que você está dizendo, a que exatamente você se refere quando diz "modinha"?

@rlaranjo
se fosse só sem airbags, mas pelo que voces descreveram voces vendem sem os freios

@rlaranjo "Software sempre funcionou".

Você fala como se engenharia de software fosse uma disciplina com mais de 100 anos. E como se nos anos 70 a software crisis não tivesse motivado o que hoje você chama de "modinha".

Se você não faz questão de estudar para fazer melhor o que você faz, fique à vontade. Se você não faz questão de participar das comunidades de software para aprender com seus pares, fique à vontade. Mas não venha encher a porra do saco :)

ahahahahahahah...

ok @cmilfont...
vc venceu... vc é o cara... vc está certo...
aliás, me pergunto se vc leu o texto...

desculpa se eu coloquei um questionamento que fez com q vc se sentisse impelido a responder dessa forma tão agressiva...
tudo bem...
tomarei cuidado para não matar ninguém quando eu escrever meu código...
tentarei fazer o o possível para codificar usando tdd, bdd e outras siglas que inventarem por aí...

mas, tudo bem... acho que agora entendo por que tanta gente na comunidade fica só olhando ao invés de contribuir...
sempre tem alguém que sabe mais que vc e vai fazer de tudo pra te dizer q vc está errado, mesmo quando vc sequer afirmou qualquer coisa...

@rlaranjo Encontrar a melhor solução para cada problema é trabalho de todos nós. Mas o profissional de verdade nunca abre mão da qualidade, mesmo nas soluções mais simples. Não foi isso o que você falou. Grifei frases importante suas.

Eu amo arrastar e soltar.

Meu mérito é fazer mais rápido e mais barato, e não qualidade

Não quero status, quero dinheiro.

Claro que não. Ninguém disse sequer que você tem que usar qualquer xDD. Eu pessoalmente não gosto de BDD e DDD. Mas acho testes essenciais. Trabalho com um programador ótimo que não acha testes tão importantes, mas é um gênio em programação funcional.

Cada programador tem um entendimento sobre qualidade. Mas fechar os olhos para qualquer coisa só por orgulho é ter a visão limitada.

Então repito. Se você não tem problemas com a sua forma de desenvolver software, seja feliz. Se você se acha profissional e seus clientes concordam com isso, ninguém pode dizer que você não é.

Só peço que não venha aqui, uma reunião de ótimos profissionais dizer que faz qualquer coisa por dinheiro e que qualidade é secundária. Posso até concordar que "qualidade" é um termo relativo, mas não foi isso o que você deixou claro no seu primeiro comentário. Independente de modinha, seja você vendedor, mestre de obras ou engenheiro de software, não ter compromisso com a qualidade do que faz é atitude de amador.

Eu só não entendo uma coisa. Se você não se importa com a comunidade e o importante é ganhar dinheiro, o que você está fazendo respondendo aqui?

Voltamos a vida normal do grupo?

2012/5/17 rlaranjo <
reply@reply.github.com

Estou contribuindo para a comunidade mostrando um outro lado.

E agradeço por você compartilhar que também não segue cegamente todas as
novidades que aparecem. Eu acho importante mostrar para as pessoas que não
se deve ser cego. Acho importante você compartilhar o que você efetivamente
usa e funciona pra você. É exatamente isso que tenho fazer.


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Sidney Lima Filho
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Para começar,

O texto do Leandro fala exatamente sobre "não ir atrás" do que as pessoas da Internet falam. Acho isso louvável e, aliás, é a idéia que mais apóio.

Você está feliz entregando aquilo que seu cliente quer/precisa?! Ele está contente com você?! Você está em paz com isso!? Felicidades e sucesso! Infelizmente, essa situação é oposta a quase tudo que eu vejo.

Realidades diferentes, necessidades diferentes. Mas, por favor, não caracterizem "seus mundos" como "mundo real". Afinal, trabalho em uma empresa há mais de 14 anos e, a propósito, vejo essa empresa crescendo mais de 40% todos os anos com lucratividade acima de 30% (também, todos os anos).

Minha meta pessoal (e, vejam, PESSOAL) era desenvolver software "no fino". Se não fosse isso, trabalharia com outra coisa. Quando compartilho minhas experiências, é para trocar idéias e aprender mais. EU não consigo entender alguém que não queira algo mais além de ganhar dinheiro. Mas, vejam, essa é uma limitação minha.

Chega 2016.... mas chega logo!

Testes são novidades? Garantir que o sistema funciona é novidade? Quem diria...

Eu não gostei do texto e nem concordo com boa parte dele, mas acho que o autor nunca quis dizer isso.

Olá rlaranjo,

Desculpe se minha resposta pareceu agressiva. Lendo-a novamente, confesso que também me pareceu. Entretanto, percebi em suas mensagens iniciais uma espécie de ataque a linha de desenvolvimento que mais defendo e acredito. Concorda que o tom mudou consideravelmente agora?

Perceba, o ponto mais importante, para mim, está no fato de que eu realmente acredito que boas práticas só são boas de verdade em situações onde fazem exatamente o que você está demandando. Ou seja, entregar software em menor prazo, com mais qualidade e menor custo.

Perceba, o processo de engenharia para uma Ferrari ou para um Fusca é idêntico. Mudam apenas os critérios de aceitação.

Existe um ponto de discordância fundamental aí.
O Laranjo acha que é possível fabricar fuscas usando práticas de programação que funcionavam com o VB4, dispensando o que ele chama de modinhas. Como ele disse, no ponto de vista dele software sempre funcionou.
Eu (e acredito que Juan, Elemar, etc) acho que sim, é possível fabricar fuscas assim, mas é possível também ser melhor que isso. É possível "fabricar fuscas" com BDD, por exemplo. Isso vai deixar meu processo mais limpo. Nem tem a ver com qualidade, tem a ver com qual máquina quero usar pra montar meu fusca, uma baseada em Assumption Driven Development (ADD), ou outra baseada em BDD.
(Em tempo, Laranjo, quando você não usa BDD - ou até TDD - está fazendo ADD, ainda que não saiba)

A frustração do Laranjo, de não ter com quem falar, vem do fato de que as pessoas não se reunem pra falar de como elas fazem software a 20 anos. Não há necessidade. Elas se reunem para discutir maneiras melhores de fazer software, que, mesmo que existam a 20 anos, ainda não chegaram nelas.

Eu discordo ainda do fato de que pra fazer barato e rápido deve-se também fazer sujo. Quick and dirty em geral não se paga, fora casos de projetos extremamente simples ou throw-aways, que em geral são minorias. Quando o foco fica no médio e no longo prazo, práticas como escrita disciplinada de testes se pagam muitas vezes. E isso vale para diversas outras técnicas também. Cabe a nós conhecer tais técnicas.

Quanto a modinhas, temos que ter cuidado, e só adotar algo depois de verificar se funciona, se atende o caso de uso que precisamos, etc. Algumas coisas viram modinha e são uma porcaria, e outras são boas. Vou jogar fora só porque virou moda? Por outro lado, tem muita coisa que não vira modinha que é muito boa. Especificamente no caso da comunidade MS, tem muita coisa que não é feita pela MS que é muito boa e a comunidade não vê, nem procura. É uma pena.

"Se não quiser responder, escolha calar-se ao invés de hostilizar!" =x

Laranjo, você se daria muito bem com um cara da .NETBr, que abriu um topico sobre um algoritmo de 1 milhao de dolares.
Talvez devesse procurá-lo. :)

@rlaranjo, sinceramente, pelo teu primeiro comentário, parecia que tu era mais um retardadinho que não sabe programar e tem preguiça de aprender as coisas. Essa coisa de ficar seguindo modinha, como TDD/BDD, NoSQL, etc, é uma idiotice e um buraco-negro de $ do cliente. A solução mais simples e barata sempre é a melhor.

Daí só conheço Scrum (que acho muito ruim) e MVC (que acho foda pra caralho), mas sei nem como usa Windows que dirá .NET ;) Eu programo Obj-C, C, C++ (que odeio e evito), Ruby e Python, hoje em dia, nessa ordem.

Nessa área não existe bala-de-prata. MVC é bom pra muita coisa, mas não pra tudo. E não resolve todos os problemas. Apenas é uma prática legal pra aplicações de médio/grande que se ajustem bem nele, como é o caso de serviços web (e mesmo assim nem todos), ou aplicativos iOS, por exemplo. Pra um programa de linha de comando? Dificilmente.

rlaranjo,

Veja, buscamos a mesma coisa. Eu também quero entregar o que o meu cliente quer, no menor tempo, com o menor custo. Não há diferença.

Se uso BDD é porque entendo que isso me ajuda a entender mais cedo o que o cliente quer. Por isso, consigo diminuir o custo de desenvolvimento.
Se uso TDD é porque evito erros bobos no meu código. Além disso, no médio prazo, isso reduz o meu custo de manutenção.
Se uso metodologias ágeis é por que acredito que o cliente quer, realmente, software funcionando (e não documentação).

Se não gosto de ferramentas "drag and drop" é porque o código gerado, embora rápido, era terrível de manter. Algumas vezes uso, mas geralmente prefiro lançar mão de outros truques.

Afinal, no que pensamos, ou desenvolvemos diferente?!

Acho que temos experiências muito diferentes. Posso dizer que já participei de muitos projetos com TDD, BDD e agile e os resultados foram diferentes.
Mas pra que ficar falando, só, né? Bora matar a cobra e mostrar o pau:
Case downloader:
http://blog.lambda3.com.br/2012/01/case-levelup-gerenciador-de-downloads/
Case GVT:
http://www.agilebrazil.com/2011/pt/detalhes.php#264
Case Go2Doc:
http://www.baguete.com.br/noticias/30/04/2012/ceo-do-groupon-investe-em-site-de-consultas
Esses são só alguns da Lambda3, empresa que trabalho. Eu vivi e vivo esses cases, ninguém me contou, eles são minha realidade, trago pra vocês não de segunda mão, mas de primeira.
Além de vários outros de diversas outras empresas. Todos ágeis.
Podemos olhar a trilha de relatos de experiência do AgileBrazil 2011 pra mais alguns cases, de outras empresas:
http://www.agilebrazil.com/2011/pt/detalhes.php

Vamos mais além. Na Lambda3 não somos só ageis, somos totalmente democráticos:
http://www.youtube.com/watch?v=RFgjTYPV_DA
http://blog.lambda3.com.br/2012/02/dois-meses-na-lambda3-uma-boa-viagem/
http://blog.lambda3.com.br/2011/12/a-palavra-gerente/
http://blog.lambda3.com.br/2011/12/sim-sem-gerentes/

Falar que agile não funciona é puro desconhecimento da realidade. É ignorância de que o mundo é maior. É gostar de ficar preso na jaulinha. No fundo, parece que, de fato, ignorance is a bliss...

rlaranjo e Elland

Vivemos experiências diferentes. Meu código foi ficando mais refinado porque amo programar (sou, essencialmente, "Programming, Motherfucker").

Sempre entreguei todos os meus projetos e, com o passar dos anos, fui entregando mais e melhor. Me orgulho por ter avançado na minha carreira e na minha capacidade de escrever bons códigos. Alguns deles, tento compartilhar no meu Blog.

Btw, ao que me parece, nenhum de vocês dois aceitaria trabalhar com uma pessoa como eu. O que me deixa um pouco frustrado.

Gosto de um bom debate, por isso, tentaria mostrar que seu código poderia ficar pronto ainda mais rápido e com custo ainda menor. Se, por outro lado, você conseguisse me mostrar o oposto .. adotaria sua cartilha sem problemas.

;)

rlaranjo,

Não adoto nada que não teste antes. Meus "Learning Tests", no blog, seguem exatamente essa linha. A idéia é deixar que as pessoas conheçam uma biblioteca/framework antes de começar a usar em projetos sérios.

Sou compulsivo em ser um profissional melhor. Já deixei de "vender" projetos por entender que eles não eram, de fato, necessário. Meus valores pessoais exigem que eu tente entregar para o cliente soluções para os problemas dele. E, da minha parte, tento aprender o máximo para ter condições de sempre entregar mais valor.

Até hoje, tive a felicidade de ser reconhecido por isso. BTW, agilidade significa "abraçar a mudança". Não discuto com os clientes, apenas tento ter certeza de que ambos entendemos qual era o contexto ...

Queremos as mesmas coisas, de fato. Mas, ao que parece, você teve experiências ruins usando coisas que, para mim, funcionaram e funcionam muito bem.

BTW, quem é rlaranjo?! Honestamente, não lembro de ter conversado com você antes. Entretanto, você parece ter muita intimidade com a comunidade... Nem eu sabia que o Giggio têm/tinha motoca.

que coisa, não?!

rlaranjo (e todos que estão na discussão)

Vou estar em Sampa, para o DNAD no início do mês. Bora pro HH e, quem sabe, eu consigo entender melhor seu ponto de vista.

Já cantei essa pedra Elemar. Por isto me pronunciei mais.
On May 17, 2012 10:50 PM, "Elemar Rodrigues Severo Junior" <
reply@reply.github.com>
wrote:

rlaranjo (e todos que estão na discussão)

Vou estar em Sampa, para o DNAD no início do mês. Bora pro HH e, quem
sabe, eu consigo entender melhor seu ponto de vista.


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Elemar, o Laranjo e eu trabalhamos junto um tempo atrás. Vira e mexe ainda almoçamos juntos (aliás, faz tempo, hem! Desentoca daquele fim de mundo e bora almoçar, Rodrigo!). Apesar das diferenças em programação, sempre nos demos bem, ele é um cara legal. :)
E com certeza vai ter HH depois do DNAD. Você vai, Laranjo?
E Laranjo, não foi você quem disse que agile não funciona, foi o Elland que disse: "BDD/TDD/Ágil = custa mais, demora mais, boa parte das vezes nunca fica pronto."
Aí eu aproveitei pra demonstrar, empiricamente, que isso não é verdade, já que contra fatos não há argumentos.

@ElemarJR esta estrutura social que você descreve como "Comunidade" é tudo menos comunidade.

Pode ser o que se encontra por aí quando o propósito é estimular uma horda de consumidores de produtos tecnológicos. Nada diferente do marketing de um banco ou de uma fábrica de automóveis.

Comunidade é uma rede de pessoas que interagem e compartilham um mesmo conjunto de valores. Não é grupo, nem empresa, nem qualquer hierarquia estática e não-emergente. Comunidade está diretamente ligada com identidade e liberdade.

Henrique,

Definição da Wikipedia:

Do ponto de vista da sociologia, uma comunidade é um conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas, geralmente vivem no mesmo local, sob o mesmo governo ou compartilham do mesmo legado cultural e histórico. Os estudantes que vivem no mesmo dormitório podem formar uma comunidade, assim como as pessoas que vivem no mesmo bairro, aldeia ou cidade. Fichter, 1967 em suas Definições para uso didático[2] ressalta que uma palavra que é rodeada de significados múltiplos, requer uma cuidadosa definição técnica, ao que propõe: comunidade é um grupo territorial de indivíduos com relações recíprocas, que servem de meios comuns para lograr fins comuns.

A definição de 1-9-90, também não é minha. É estudo da sociologia.

Enfim..

rlaranjo,

Cara, sejamos mais objetivos e menos acusativos. Onde você acha que minhas práticas não estão alinhadas com os seus objetivos. Além disso, por quê?

Assuma que sou seu cliente e que não quero só ouvir que estou errado. Diga no que estou errando. O que acha?!

Certo rlaranjo,

Vi MUITOS projetos atrasarem. Vi brigas fervorosas, vi milhares de dólares sendo jogados fora em tempo de desenvolvimento. Vi programadores que passaram UM ANO SEM ESCREVER UMA LINHA DE CÓDIGO e "bilando" hora. E vi as enormes discussões sobre "o que é bom".

Infelizmente, por estar há tantos anos no mercado (acredito, eu), também já vi tudo isso que você descreveu. Mas, apenas para destacar: Boas práticas tem ênfase em PRÁTICAS. Não dou muita credibilidade para quem defende algo, mas não pratica. Bom para mim implica em reduzir custo de manutenção ou de criação (senão, dos dois). Logo..

Tá, vou parar de falar "moda". Vi então "novidades" irem e virem. Vivi a época do RUP, do PMBOK, do MSF, Waterfall, UML, do "vamos gastar mais tempo na análise". Vi tudo isso ir e vir, e os projetos continuavam falhando.

Também vi tudo isso. Minha experiência mostra que, no geral, o modelo é besteira. Acredito em times bons! Já vi times fazendo excelentes produtos com RUP, também já vi muita m*. EU PREFIRO trabalhar em cenários mais leves. Mais simples. Com menos documentos e mais código.

Vi muita gente defendendo com unhas e dentes suas idéias, gente agarrada em um navio afundando, mas ainda acreditando que aquilo era a solução e repetindo que o problema é o cliente que é burro.

Novamente, pessoas.

Conclusão: Hoje quando alguém fala "Olha que maravilhoso isso! É revolucionário!", minha primeira reação é duvidar...

A minha também. Mesmo quando essa pessoa sou eu mesmo :D

Vi muita gente sem experiência e com muito ego. "Seniors" com 21 anos de idade que não sabia o que era um "IF" a 2 anos atrás. E falando que o projeto falhou porque o cliente era burro porque não deixou ele usar isso ou aquilo. Mas eu falei com o mesmo cliente e em metade do tempo o "burro" estava me dando os parabéns pelo excelente trabalho.

Para mim, competência = conhecimento + habilidade + atitude. No exemplo que você mencionou, são pessoas com conhecimento (pode ocorrer), mas sem experiência (habilidade) e, obviamente, com a atitude errada. Logo, incompetentes. Prefiro não trabalhar com elas.

Eu, vivendo próximo a um cliente leigo, desenvolvendo sistemas "cadastrinho", mas muitas vezes com bancos de dados complexos e amarrações malucas, acabei dando mais valor a uma modelagem bem feita do que o tempo de processamento do meu código. Acabei aprendendo a valorizar a escrever menos código. Aprendi que bug é um negócio que acontece em código, então menos código é menos bug!!!

Novamente alinhados. Aliás, TDD e BDD me ajudam nisso. Veja, para mim, são meios para escrever menos código. Mais que isso, me ajudam a focar no que o cliente quer, e não nos padrões que eu quero.

Aprendi a ter menos preciosismo. Tá passando um número como string? Vai levar 2 semanas pra corrigir isso? Vai ficar assim mesmo! Deu problema? Não. Tem alguém reclamando? Não. Então estou tão errado de deixar isso passar?

Dívida técnica. Aceito elas e também deixo como estar. Entretanto, quando posso, tento arrumar as coisas. Minha experiência diz que o escopo sempre muda, por isso, prefiro deixar a casa em ordem para não ter problemas no futuro. Quando a mudança chega antes, tento arrumar o que está errado antes de seguir em frente.

Não me incomodo com as ofensas se essa conversa me ajudar a me tornar um profissional melhor.

Conflitos de ideias são diferentes de conflitos entre pessoas. Enquanto a ofensa for "sua ideia é ruim por ..", tudo bem. Quando é "sua ideia é ruim, por que é sua".. daí, acabou a discussão.

;)

Tá vendo? A gente concorda em tudo. Foi como eu disse, eu acho que existe esse "racha" à toa. Enquanto o "povo das comunidades" acha que quem não segue determinadas regras é "porco", tem também os "malditos avessos às comunidades" que acham que o "povo das comunidades" é um bando de viajão que fica perdendo tempo e só atrasa projeto. Estamos brigando à toa e não estamos enxergando o verdadeiro inimigo.

Concordo integralmente com você. BTW, o verdadeiro inimigo é a baixa eficácia (por eficácia: qualidade de entrega, no menor tempo e com o menor custo possível). Certo?

Cara, eu fiquei muito triste quando fui para uma entrevista de emprego e, por eu ser SINCERO e dizer que não me envolvia muito com essas comunidades e não usava TDD no meu dia-a-dia, tive que escutar a seguinte frase: "Olha, você me desculpa, mas eu tenho desenvolvedores plenos de 22 anos aqui que são mais seniors do que você."...

Você contrata a empresa, da mesma forma que a empresa te contrata. Agradeça por ter se livrado dessa.

Eu, particularmente, penso que a única forma de conhecer um DEV é pareando com ele. Discurso é lindo, mas só preenche power point. Querendo parear comigo, é só dar fork dos meus projetos do Github. BTW, se você postar alguma coisa, adoraria parear com você também.

DISCLAIMER: Só posto projetos didáticos ou FOSS. Certo?!

Eu acho que o maior problema está em nós, que rotulamos erroneamente as pessoas. Eu vi maus profissionais repentindo as "novidades" e atrasando projeto, logo errei em achar que quem fala muito disso é mau profissional. Vocês toparam muito com neguim porco e preguiçoso que falava que "tudo isso é besteira e perda de tempo" e atrasando projeto, logo acham que qualquer um que questione qualquer coisa é um porco preguiçoso.

Certo outra vez.

Será que é tão difícil enxergar que estamos do mesmo lado? Eu gostaria de poder ir a uma palestra e discordar de alguma coisa sem que todo mundo ficasse me apontando o dedo e gritando "bruxa! bruxa! bruxa!". Lembrando que "discordar" não significa que eu esteja certo, apenas não me convenci de alguma coisa e quero conversar para chegar em uma conclusão. Mas infelizmente tem muita gente que se ofende se você não bate palmas pra tudo junto com elas...

Então! Se você for ao DNAD, e assistir minha palestra (ou em qualquer outro lugar onde eu estiver palestrando), garanto esta condição para você. Eu mesmo trago a discussão para as ideias, no lugar de pessoas, se for necessário.

CP500?! Seu newbie ;)

@leandronet e @mantov, sensacional! O texto é mto bom e extremamente pertinente.
Acredito que essa reflexão alcançou muita gente, inclusive eu. Confesso que participo menos do que posso, vou rever isso.

@rlaranjo e @ElemarJR, incrível a discussão, faz tempo que não vejo uma troca tão aberta e tão boa. Como uma comunidade deve ser de verdade. Legal!

Talvez eu esteja seguindo as pessoas erradas, porque existe sim pessoas abertas a debater, trocar e ajudar e vocês são a prova disso.

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