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StackOverflow Português

O correto é reexecução.

(re- + execução)
	substantivo feminino
	.Ato ou efeito de reexecutar (ex.: foi estabelecido um prazo para a reexecução do serviço).

Há algumas regras para saber quando deve ou não usar o hífen.


Letras iguais

Palavras que começam com a última vogal do prefixo, sempre são separadas pelo hífen, exceto nos prefixos CO-, RE-, PRE, por exemplo:

┌──────────────────┬──────────────────────────────────────────────────────┬────────────┐
│Anti-inflamatório │ O prefixo termina com `i` e a palavra começa com `i` │ Iguais     │
├──────────────────┼──────────────────────────────────────────────────────┼────────────┤
│Extraoficial      │ O prefixo termina com `a` e apalavra começa com `o`  │ Diferentes │
├──────────────────┼──────────────────────────────────────────────────────┼────────────┤
│Reexecução        │ Utiliza a exceção `RE-`                              │ Exceção    │
└──────────────────┴──────────────────────────────────────────────────────┴────────────┘

Palavras com H

Em palavras iniciadas por H, sempre que houver um prefixo, ambos deverão ser separados pelo hífen, por exemplo:

┌──────────────┐
│Super-Herói   │
├──────────────┤
│Anti-Higiênico│
└──────────────┘

Palavras com R ou S

Palavras iniciadas com R ou S devem ser separadas pelo hífen somente quando o prefixo terminar com consoante. Quando o prefixo termina com vogal, o R ou S deve ser "dobrado", por exemplo:

┌─────────────────┬────────────────────────────────────────────────────────────┬─────────────┐
│Sub-reino        │ O prefixo termina com consoante e a palavra começa com `R` │ Hífen       │
│─────────────────┼────────────────────────────────────────────────────────────┼─────────────┤
│Inter-resistente │ O prefixo termina com consoante e a palavra começa com `R` │ Hífen       │
├─────────────────┼────────────────────────────────────────────────────────────┼─────────────┤
│Antissocial      │ O prefixo termina com vogal e a palavra começa com `S`     │ Dobra o `S` │
├─────────────────┼────────────────────────────────────────────────────────────┼─────────────┤
│Corréu           │ O prefixo termina com vogal e a palavra começa com `R`     │ Dobra o `R` │
└─────────────────┴────────────────────────────────────────────────────────────┴─────────────┘

Prefixo sub-

Palavras com o prefixo sub-, contém hífen apenas quando a palavra começa com R, B ou H, por exemplo:

┌───────────────┐
│Sub-Reino      │
├───────────────┤
│Sub-Betuminoso │
├───────────────┤
│Sub-Humano     │
├───────────────┤
│Subatômico     │
└───────────────┘

Prefixos Tônicos

Sempre que o prefixo for tônico (pré-, pós- e pró-), ele deverá ser separado por hífen, por exemplo:

┌───────────────┐
│Pós-operatório │
├───────────────┤
│Pré-estreia    │
├───────────────┤
│Pré-natal      │
├───────────────┤
│Pré-sal        │
└───────────────┘

Referências:
https://www.priberam.pt/dlpo/reexecu%C3%A7%C3%A3o
https://www.infoescola.com/portugues/uso-do-hifen-descomplicado/
https://novaescola.org.br/conteudo/328/regras-hifen-alteradas-novo-acordo-ortografico

Transcrevemos o registro de conceituado Dicionário de Regência Verbal: " namorar - TD namorar alguém (namorá-lo) ou TI : namorar com alguém; ser namorado. O rapaz namora uma estudante; namora com ela. Eles (se) namoram.

OBS. A regência primitiva é de transitivo direto - namorá-lo-, aliás no sentido de 'inspirar amor a', evolução que é de enamorar.

Puristas condenam, por isso, a regência namorar com...(cf. Bergo:258), que no entanto é normal considerando-se os traços 'companhia, encontro' e 'conversa' (v. 'conversar' 'namorar') - uso "perfeitamente legítimo, moldado em casar com e noivar com" (Aurélio)".

Resposta dada pela Academia Brasileira de Letras

Introdução

Para descobrir a transitividade de um verbo é necessário perguntar a ele.

V.T.D

  • Quem?
  • O quê?

V.T.I

  • A quem?
  • A quê?
  • De quem?
  • De quê?
  • Para quem?
  • Para quê?

Observe que nos verbos transitivo indireto a pergunta pede a preposição.

Dica: Perguntas do tipo de onde?, para onde?, quando? etc. São perguntas de curiosos, não faça.

Exemplos:

  1. O Brasil exportou café. Pergunta: Quem exportou, exportou o quê?
  2. Fulano gosta da namorada. Quem gosta, gosta de quê? ou, ainda, Quem gosta, gosta de quem?
  3. O aluno devolveu o livro à professora. Pergunta: Quem devolveu, devolveu o quê? a quem?
  4. Ela chegou da rua.

No primeiro caso, podemos verificar que o verbo é transitivo direto, isso porque ele pede um complemento, mas não pede uma preposição na pergunta. Podemos chamar esse complemento de objeto direto.

No segundo caso também podemos confirmar que o verbo é transitivo, contudo — no contexto apresentado — ele é transitivo indireto devido a utilização da preposição [de] na pergunta que fizemos, ou seja, temos um objeto indireto como complemento do verbo.

No terceiro exemplo, temos um verbo transitivo direto e indireto (também conhecido como verbo bitransitivo). Nesses casos o verbo irá pedir dois complementos: Um objeto direto e um objeto indireto (não necessariamente nessa ordem).

No quarto e último caso, temos um verbo intrasitivo, pois não há complemento verbal. O da rua é uma locução adverbial.


Analisando as frases

Frase 1:

     ┌────────────────────────────── Subjeito
     │                 ┌──────────── Predicado
┌────┴───┐ ┌───────────┴───────────┐
 O  Brasil  exportou   muito  café.
└┬┘└──┬──┘ └────┬───┘ └──┬──┘└──┬──┘
 │    │         │        │      └── Objeto Direto
 │    │         │        └───────── Adjunto Adverbial de Intensidade
 │    │         └────────────────── V.T.D (Quem exporta, exporta o quê?)
 │    └──────────────────────────── Núcleo do Sujeito
 └───────────────────────────────── Adjunto Adnominal

Frase 2:

Oração 1:

 O pai  perguntou   à mulher 
└──┬──┘└────┬────┘ └───┬────┘
   │        │          └─ Objeto Indireto (à = Prep. A + Artigo A / Mulher = Núcleo do Objeto)
   │        └──────────── V.T.D.I (Quem pergunta, pergunta o quê? a quem?)
   └───────────────────── Suj. Sim.

Oração 2:

 quem   quebrou   a janela.
└──┬─┘ └───┬───┘ └────┬────┘
   │       │          └────── Objeto Direto, pois complementa o verbo "quebrou"
   │       └───────────────── V.T.D (Quem quebra, quebra o quê?)
   └───────────────────────── Sujeito Pronominal

Como bem lembrado pelo "Artefacto", aqui temos uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Oração = Pois tem verbo
Subordinada = Pois depende da oração principal
Substantiva = Pois podemos substituir pelo pronome "Isso"
Objetiva Direta = Pois complementa o verbo da oração principal


Dica

Perguntar ao verbo ajuda, contudo nem sempre você terá a resposta correta (recorra ao dicionário também). Alguns verbos possuem significados diferentes a depender da transitividade, por exemplo:

Gostei a comida e não gostei dela.

Na frase acima temos dois verbos iguais com transitividades diferentes. Se fosse necessário reescrevê-la, poderíamos fazer da seguinte forma:

Provei a comida e não gostei dela.

Ou ainda:

Assisto a novela (Ajudo a novela ser feita)
Assisto à novela (Vejo o conteúdo da novela)
Assisto em Salvador (Onde moro)


Objeto Preposicionado

Alguns verbos possuem um objeto com preposição, mas nem por isso ele é um V.T.I., por exemplo:

Comi o pão (V.T.D. + Objeto Direto)

Comi do pão (V.T.D. + Objeto Direito Preposicionado)

Lembre-se que para ser V.T.I* a pergunta deve pedir a preposição.


Objeto Pleonástico

O objeto direto ou indireto pleonástico serve para reforçar o significado de um elemento por meio de uma repetição.

Exemplo 1:

      ┌────────────────────────────── Objeto Direto
      │         ┌──────────────────── Subjeito Oculto
┌─────┴───────┐ │
“A  correntinha, guardou-a  no bolso”. (Mário Palmério).
└┬┘└─────┬────┘  └──┬──┘└┬┘└────┬───┘
 │       │          │    │      └──── Locução Adverbial
 │       │          │    └─────────── Objeto Direto Pleonástico. Remete ao objeto direto e é facultativo
 │       │          └──────────────── V.T.D
 │       └─────────────────────────── Núcleo do Objeto
 └─────────────────────────────────── Adjunto Adnominal

Exemplo 2:

Aos meus pais, dedico-lhes  este livro.
└─────┬──────┘ └──┬──┘└─┬─┘└─────┬─────┘
      │           │     │        └────── Objeto Direto
      │           │     └─────────────── Objeto Indireto Pleonástico. Remete ao objeto indireto e é facultativo
      │           └───────────────────── V.T.D.I
      └───────────────────────────────── Objeto Indireto

Definições

Agente da Passiva: Aquele que faz a ação na voz passiva

Complemento Nominal: Complementa um nome (Substantivo, Adjetivo ou Advérbio)


Exemplo de agente passiva

Para encontrar o termo, é necessário verificar quem faz a ação (quem cerca?). Caso tenha dúvida, a dica é você passar para a voz ativa, por exemplo:

Voz Passiva:

[Eu] Vivia cercado de amigos sinceros

Voz Ativa:

Amigos sinceros me cercavam

Nesse contexto, "de amigos sinceros" faz a ação de cercar, por isso é considerado agente da passiva.

Obs.: Os termos "Vivia cercado" são uma locução verbal.


Exemplo de complemento nominal

Observemos a seguinte frase: A mulher está apaixonada pelo cunhado. Agora basta perguntar quem faz a ação (quem se apaixonou?).

Na frase supramencionada, quem faz a ação é o sujeito (A mulher), por conseguinte podemos descartar a alternativa que diz que é agente da passiva.

Análise da oração

 A mulher  está apaixonada  pelo cunhado.
└────┬───┘└───────┬───────┘└──────┬──────┘
     │            │               └──────── Complemento Nominal de *apaixonada*
     │            └──────────────────────── Locução Verbal
     └───────────────────────────────────── Sujeito e também o termo que faz a ação de se apaixonar

Há uma regra na gramática normativa que pede a não contração do sujeito dos verbos no infinitivo com preposições, entretanto esta regra não é rígida. Gramáticos como Evanildo Bechara, Rocha Lima e Adriano da Gama Kury não desaprovarem a contração antes de sujeito de verbo no infinitivo.

O professor Rocha Lima afirma na Gramática normativa da língua portuguesa (2011, p. 366) que o reger de preposição o sujeito vem dos tempos mais antigos do idioma, embora contrarie a gramática ortodoxa.

A base para esta afirmação é um trecho da obra O livro de Esopo: fabulario português medieval, descoberto e publicado em 1906:

“A mym praz mais de comer trijguo... que gallinhas.”

De acordo com a Moderna Gramática Portuguesa (2012, p. 459), "a possibilidade de se pôr o sujeito de infinitivo antes ou depois desta forma verbal nos permite dizer":

Está na hora de beber a onça água (posição rara)
Está na hora de a onça beber água (posição frequente)
Está na hora da onça beber água (posição mais frequente)

No último exemplo, temos os vocábulos de (preposição) e o a (artigo) que, na língua falada, são comumente contraídos, seja por hábito ou eufonia, formando a expressão da. Por isso, segundo o gramático, esta construção "não tem repugnado os ouvidos dos que melhor conhecem e escrevem a língua portuguesa" e, portanto, haveria nenhum problema com a contração.

Para o professor Cláudio Moreno, na escrita temos a liberdade de escrever com, ou sem, a contração, porém — na fala — a contração é obrigatória. Segundo o professor, "Infelizmente, a regrinha [da não contração] já está tão arraigada nos manuais de redação da imprensa brasileira que será impossível eliminar o seu emprego"

No Brasil, os atos oficiais e de processo legislativo da Presidência da República Federativa do Brasil utilizam o Manual de Redação da Presidência da República como diretriz na construção da literatura redacional. Este manual segue a regra utilizada pela gramática normativa, ou seja, devem ser evitadas construções com o sujeito preposicionado.

Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.

Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...)

Para concursos públicos vale a regra supra. Nos textos jornalísticos modernos a separação ocorre em quase 100% dos casos.

Numa análise¹ feita no artigo Sujeito Preposicionado em Orações Reduzidas de Infinitivo: Descrição e Prescrição, registrou-se um total de 199 ocorrências de Sujeito preposicionado em orações reduzidas de infinitivo em teses e dissertações nas áreas de Exatas e Humanas, assim distribuídas:

┌────────┬────────────┬─────────────┐
│ Norma  │ Ocorrência │ Porcentagem │
├────────┼────────────┼─────────────┤
│ Padrão │ 138        │ 69,3%       │
├────────┼────────────┼─────────────┤
│ Culta  │ 61         │ 30,7%       │
├────────┼────────────┼─────────────┤
│ Total  │ 199        │ 100%        │
└────────┴────────────┴─────────────┘

Por conseguinte, para a grande maioria dos gramáticos, professores e graduados — sob monitoramento, ambas frases estão corretas; No entanto, se tu fores prestar concurso público ou redigir um ato do poder público, não deverás utilizar a contração entre preposição e sujeito de verbo no infinitivo.


***Referências***

REPÚBLICA, Presidência da. Manual de Redação da Presidência da República. [S. l.], 27
dez. 2018. Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/centrodeestudos/assuntos/manual-deredacao-da-presidencia-da-republica/manual-de-redacao.pdf. Acesso em: 14 mar. 2019.
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. [S. l.]: Lucerna, 2003. 671 p.
ISBN 9788521023180.
LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 49. ed. rev. [S. l.]: José Olympio,
2011. 659 p. ISBN 9788503010221.
O RATO da cidade e o da aldeia. In: O LIVRO de Esopo. Revista Lusitana: [s. n.], 1906. Disponível em: https://pt.wikisource.org/wiki/O_Livro_de_Esopo/O_rato_da_cidade_e_o_da_aldeia. Acesso em: 14 mar. 2019.
NETO, Pasquale Cipro. Está na hora de a (da) onça beber água. [S. l.], 24 nov. 2011.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2411200503.htm. Acesso em: 14
mar. 2019.
NOGUEIRA, Sérgio. DELE ou DE ELE?. In: NOGUEIRA, Sérgio. Temas polêmicos. [S. l.], 20
out. 2010. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/blog/dicas-de-portugues/post/temaspolemicos-6.html. Acesso em: 14 mar. 2019.
ANJOS, Marcelo Alessandro Limeira dos; REIS, M. E. C. ; OLIVEIRA, M. S. . Sujeito preposicionado em orações reduzidas de infinitivo: descrição e prescrição. Web-Revista SOCIODIALETO, v. 4, p. 525, 2014.




¹ Análise feita pelo professor Dr. Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos; pelas Mestra em Letras Meryane Sousa Oliveira e Graduada Maria Eduarda Carvalho dos Reis

Função sintática

Sintaticamente, o termo ademais é ser classificado como Adjunto Adverbial de Adição ou Inclusão.

Para o termo supracitado ser classificado como adjunto, é necessário que esse seja uma locução prepositiva¹: além de, a mais de, ademais de.

O objetivo desse adjunto adverbial é expressar uma adição de ideias etc. Introduzidos pela locução prepositiva.

Sobre desemprego, havia doença.
Além das notas ruins, faltava muito às aulas.
Ademais dos parentes (além dos parentes), vinham os convidados.
Todos ficaram, mesmo Ana.
Os visitantes já se foram, Daniel inclusive.

Talvez a confusão entre advérbio e conjunção seja pelo fato de ambos transmitirem uma ideia de adição/inclusão. Porém, encontrei nenhuma afirmativa que considere o termo ademais como uma conjunção aditiva.

O advérbio ademais é um advérbio conectivo equivalente a e, nem etc. E, portanto, introduz orações coordenadas aditiva. O fato de ocorrer neste tipo de orações coordenadas não determina a pertença a uma subclasse diferente.

Conjunções aditivas

Como foi Como conjunções aditivas, temos²:

  • e
  • mas
  • nem (= e não)
  • não só… mas (também)
  • não só… como (também)
  • bem como
  • não só… mas ainda
  • tanto… quanto
  • tanto… como

Análise

  ┌────────────────────── Núcleo do Sujeito
  │    ┌───────────────── Verbo Intransitivo
  │    │       ┌───────── Adjunto Adverbial
  │    │       │
┌─┴─┐┌─┴─┐┌────┴────┐
  Eu  vou  para casa;   ademais, a  minha  casa   é  bela
                       └───┬───┘└┬┘└──┬──┘└──┬──┘└┬┘└──┬──┘
                           │     │    │      │    │    └───── Predicativo do Sujeito
                           │     │    │      │    └────────── Verbo de Ligação
                           │     │    │      └─────────────── Núcleo do Sujeito
                           │     │    └────────────────────── Adjunto Adnominal   
                           │     └─────────────────────────── Adjunto Adnominal
                           └───────────────────────────────── Adjunto Adverbial

***Referências***

PESTANA, Fernando. A Gramática para Concursos: TEORIA PROFUNDAMENTE COMPLETA E MAIS DE 1.300 QUESTÕES ATUAIS E COMENTADAS. [S. l.]: Editora Método Ltda., 2013.
BECHARA, Evanildo. Os principais tipos de adjuntos adverbiais. In: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. [S. l.]: Nova Fronteira, 2012.
ROCHA, Carlos. Consequentemente, advérbio conectivo. [S. l.], 27 abr. 2015. Disponível em: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/consequentemente-adverbio-conectivo/33457. Acesso em: 1 abr. 2019.



¹ A locução prepositiva é o conjunto de palavras, com valor de preposição, terminado em preposição essencial.
² Há apenas algumas das várias conjunções.

Sim, tu podes utilizar o porque em perguntas interrogativas.

Uso do Porque

A forma porque tem bastantes classificações. São elas:

  • Conjunção Subordinativa Causais
  • Conjunção Subordinativa Finais
  • Conjunção Coordenativa Explicativa

Conjunção Subordinativa Causal

São as conjunções que exprimem a causa, a razão de um efeito.

Ex.: Porque eu te amo intensamente, muitas pessoas sentem ciúmes de nós?

Conjunções Subordinativa Finais

São aquelas que exprimem finalidade, objetivo, intuito, propósito, fim.

Ex.: Ore porque não caia em tentação.

Nessa classe podemos substituir o termo porque pelo para que.

Conjunção Coordenativa Explicativa

Esta classe serve para exprimir ideia de explicação, justificativa; normalmente a conjunção vem após verbos no imperativo.

Ex.: Não demore, porque sairemos em breve.


Uso do Por que

A forma por que — tal qual o porque — tem mais de uma classificação possível. São elas:

  • Locução Adverbial Interrogativa;
  • Preposição + Conjunção integrante;
  • Pronome Preposicionado

Locução adverbial interrogativa

Essa classe serve, como o próprio nome já diz, para estabelecer uma pergunta. Ela pode aparecer tanto em perguntas diretas, quanto em indiretas.

Ex.: Por que tu fizeste isso?

<!- -->

Ex.: Não sei por que insisto tanto em te querer.

Também podemos trocar o termo supra por:

  • por qual razão
  • por qual motivo
  • (o) motivo pelo qual (no meio de orações)

Preposição + Conjunção integrante

Nessa classe, temos uma coincidência, visto que a conjunção integrante serve para introduzir orações substantivas na oração principal.

Ex.: Eu sempre ansiei por que você me explicasse o motivo.

Observe que na frase acima, o verbo ansiar — nesse contexto — é transitivo indireto, pois pede a preposição na pergunta.

Quem anseia, anseia por algo

Pronome Preposicionado

De acordo com Rocha Lima, o por que quando podendo trocar por: pelo qual, pela qual, pelos quais ou pelas quais. É classificado como um pronome interrogativo preposicionado.

Ex.: São estes os motivos por que (pelos quais) não compareceu.


Como diferenciar o porque do por que

Normalmente, as pessoas têm o mau costume de decorar regras da língua portuguesa. Por isso bastantes pessoas confundem-se com algumas regras.

O porque, tal qual por que também pode ser usado numa pergunta. Normalmente ele é usado em perguntas cuja resposta é: sim, não, talvez, depende etc.

Ex.: Porque ele não veio à festa foi cancelada?

Ex.: Porque ele não veio, a festa foi cancelada?

A primeira dica é observar se a entonação da pergunta recai no termo por que. Caso recaia, utiliza-se separado; caso contrário, junto.

Exemplo:

“— Por que choras, senhor conde? Desafogue essa agonia.
Dê-me tua tristeza e dar-te-ei a minha alegria.”

Na segunda dica, tomaremos como exemplo a frase "Será porque ele viajou mais de 20 horas na classe econômica que está cansado?"

Para descobrirmos qual termo utilizar, devemos ignorar o verbo ser + que, que formam uma expressão expletiva. Feito isso, passaremos a frase para a ordem direta.

Ele está cansado porque (= pois) viajou mais de 20 horas na classe econômica?


## Observação

O Vocabulário Oficial preceitua que se escreva em duas palavras o advérbio interrogativo por que, por estar preocupado em indicar a origem pronominal do advérbio, distinguindo-o de porque conjunção, que, na essência, se prende também a uma combinação de por + que. Melhor seria, seguindo a tradição do idioma, grafar todo porque num só vocábulo. Quanto à origem, por que e porque se identificam: porque (e o mesmo vale para quando e como) não se enquadra apenas como conjunção; porque, quando e como são, em verdade, “expressões adverbiais conjuntivas, isto é, expressões que, sem perderem a sua função adverbial, têm concomitantemente função conjuntiva” (Notas de Português de Filinto e Odorico. Rio de Janeiro, Org. Simões, 1953.)


***Referências***

PESTANA, Fernando. A Gramática para Concursos: TEORIA PROFUNDAMENTE COMPLETA E MAIS DE 1.300 QUESTÕES ATUAIS E COMENTADAS. [S. l.]: Editora Método Ltda., 2013.
BECHARA, Evanildo. Os principais tipos de adjuntos adverbiais. In: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. [S. l.]: Nova Fronteira, 2012.

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